CARTA ENVIADA AOS MINISTROS DO STF

Posted on Janeiro 25th, 2012 in Anencefalia- aborto |

Caros leitores!

Pedimos que você envie uma mensagem a algum dos Ministros do STF, para tentarmos impedir que o aborto dos anencéfalos seja aprovado. Esta campanha não tem fins religiosos, políticos ou doutrinários. É uma campanha pela Vida. Precisamos da colaboração de todos.


Se você ainda não enviou sua mensagem, pode clicar neste link e fazê-lo agora. As cartas já estão prontas, basta você escolher uma delas e enviar, se identificando. Mas há também a opção de escrever a sua própria carta.

Acesse: http://www.curatorventris.org.br/
avozdobrasil.php

E-mail dos Ministros :

gabcarlosbritto@stf.jus.br, gabcob@stf.jus.br, marcoaurelio@stf.jus.br, audienciasgilmarmendes@stf.jus.br, gabminjoaquim@stf.jus.br, audienciacarmen@stf.jus.br, gabmtoffoli@stf.jus.br, gabineteluizfux@stf.jus.br

 

Abaixo nossa carta enviada ao STF:

Excelentíssimo Senhor Ministro do STF:

A questão da anencefalia carece de verdades científicas, para melhor ser compreendida por toda a população brasileira. Não é verdade científica afirmar que o anencéfalo não tem cérebro, presumindo-se ser o anencéfalo um ser sem vida, sem sensibilidade, devendo ser condenado à morte. A anencefalia é representada pela falta do fechamento do tubo neural. O tubo neural é uma estrutura remanescente que precede à formação do sistema nervoso central. Este distúrbio, geralmente, se dá pela carência do ácido fólico na alimentação da mãe. Por conta da dificuldade de fechamento do tubo neural, o sistema nervoso se forma incompletamente, podendo ocorrer anencefalia, espinha bífida aberta e encefalocele.

O nome ‘anencefalia’ não é o termo mais adequado para definir tal anomalia, porque ‘anencefalia’ refere-se a ‘ausência total do encéfalo’ e hoje sabemos que este termo não é adequado, porque os anencéfalos apresentam defeitos ou más formações em algumas estruturas do cérebro e não a ausência total do encéfalo. O encéfalo é formado três estruturas distintas: cérebro, cerebelo e tronco cerebral. No caso dos anencéfalos, não há ausência de todo o cérebro, mas de alguma parte deste, porém o tronco cerebral, responsável pelas funções vitais, está presente e intacto. O tronco cerebral é responsável pelos batimentos cardíacos, respiração, entre outras funções.Não temos morte encefálica no indivíduo anencéfalo. Não existe morte encefálica quando há respiração. O anencéfalo é um ser vivo, apresenta respiração, pressão sanguínea, batimentos cardíacos, seus rins funcionam, seus pulmões funcionam, eles apresentam alguma sensibilidade, se movem e até choram. Seus pés, pernas e braços são perfeitos, seus sistemas circulatório, digestivo, endócrino, urinário são perfeitos. O anencéfalo é um ser vivo que cresce no ventre da mãe, se alimenta, utiliza as proteínas circulantes no sangue da mãe. Há algo no ventre materno e este algo é um ser vivo em formação, é a vida que se inicia, é o seu filho.O anencéfalo não é um cadáver, como muitas instituições abortistas classificam. Muitos anencéfalos sobrevivem meses e até anos após o nascimento. Mas sobrevivendo minutos, horas ou anos, não os torna com mais ou menos características de um ser vivo, ele o é desde o momento da fecundação, passando por todas as fases de desenvolvimento antes do nascimento, logo, temos que cuidar destas criaturas. É um ser vivo, porém, mais dependente de cuidados e atenção, por isto, precisamos dar suporte para que eles sobrevivam o tempo necessário até o limite das suas condições orgânicas.
 

A autonomia da mãe em decidir sobre continuar com sua gravidez ou não, não pode ultrapassar a dignidade e os direitos de sobrevivência de um novo ser. Muitos de nós sequer tratamos os anencéfalos como humanos e sim como monstros ou coisas, objetos de terceiros, onde estes terceiros são suas mães que podem dispor de suas vidas.

Ora a vida é um direito inviolável, é dever do Estado protegê-la em qualquer de suas fases, embrionária, fetal, infantil, adulta e senil. Desta forma deverão também ser abortados os siameses, os que apresentam patologias cardíacas congênitas, os albinos, pois estes últimos não possuem melanina, tornando-os mais sensíveis à adaptação ao meio ambiente. Mas nada disto os torna com menos direitos à sobrevivência. 
Onde uma mãe preferirá a morte do seu filho por saber que ele terá menos tempo de vida? É o seu filho e ninguém tem o direito de interferir nesta relação.

As indústrias do aborto que se alimentam deste crime para o comércio de órgãos, clínicas de cosméticos e outros tipos de empreendimentos, aguardam ansiosamente, para que a descaracterização plantada por eles em nosso meio seja difundida e aceita, onde  afirmam que o anencéfalo não é um ser vivo e que as mães do anencéfalo são caixões ambulantes, em uma imensa falta de respeito a ambos. O aborto dos anencéfalos, se aprovado, do ponto de vista científico e jurídico infringirá o maior bem a que temos direito, o direito à vida.

O dano ao psiquismo das mães de anencéfalos que optaram pelo aborto é muito maior do que daquelas que não interromperam o seu ciclo vital de sua gestação e que geraram seu filho. E, mesmo após alguns dias, semanas, meses ou anos; passaram pela fase de luto. Os psicólogos afirmam ser a ‘fase de luto’, do NÃO abortamento do seu filho, uma fase essencial para o psiquismo da mãe do anencéfalo, prevenindo futuras depressões e outros tipos de doença.

Unamos nossas forças neste ideal, defendamos a vida em qualquer estágio que ela se apresente. Diga não ao aborto dos anencéfalos!

Contra o aborto dos anencéfalos

Posted on Novembro 1st, 2011 in Anencefalia- aborto |

A questão do aborto de crianças anencefálicas (ausência de parte variável do encéfalo), que deve voltar brevemente à pauta de discussões no Supremo Tribunal Federal (STF), será abordada, hoje, em videoconferência com a procuradora-geral de Justiça do Maranhão, Fátima Travassos, às 21h (horário de Brasília), pelo canal especial de videconferências do II Congresso Internacional pela Verdade e pela Vida (www.livestream.com/congressoprovida).

O evento, promovido pela Human Life Internacional (HLI), organização pró-vida presente em 105 países e cujo fundador, Rev. Paul Marx, foi chamado de o Apóstolo da Vida pelo Papa João Paulo II, será sediado no Mosteiro de São Bento, em São Paulo, do dia 03 a 06 de novembro e desde o último sábado convida especialistas para videoconferências a respeito de temas importantes para a defesa da vida, no Brasil. 

“O Brasil é signatário do Pacto de São José da Costa Rica que afasta a aplicação de qualquer dispositivo que venha a negar a personalidade do nascituro. É preciso que isso seja compreendido: os fetos anencefálicos não são descartáveis”, diz a procuradora-geral de Justiça do Maranhão, Fátima Travassos, que falará, pela primeira vez, sobre a Argüição de Descumprimento do Preceito Fundamental nº 54 - que pode vir a legalizar o aborto de anencéfalos -, durante a videoconferência para a qual foi convidada.  A videoconferência da procuradora geral maranhense será precedida por uma apresentação da jornalista catarinense, Fabíola Goulart, convidada pelo Congresso para falar à juventude sobre estratégias de promoção humana e defesa da vida por meio das redes sociais. “A vida humana é sempre um bem e as redes sociais são o lugar certo para ajudar que outros desenvolvam essa compreensão”, diz a jornalista.Fabíola Goulart deve sua própria vida a um comprometimento corajoso de sua mãe: conduzida a um “abortadouro”, a mãe da jornalista resistiu às pressões sociais e escolheu pela vida da filha jornalista cuja história pessoal emociona e gera conversões de ideias e pensamentos nos encontros em que ela confere palestras.Durante a videoconferência sobre redes sociais, que começará às 20h (horário de Brasília), haverá análise de casos do uso da internet na promoção de mensagens pró-vida no Brasil e mundo. “Trata-se de um verdadeiro aerópago digital fundamental para fortalecer a Cultura da Vida”. O público poderá participar das videoconferências por meio de chat, Twitter e Facebook. As apresentações também serão transmitidas pela página web de ACI Digital: www.acidigital.com à partir das 20h (horário de Brasilia). 

Vamos abraçar esta idéia. Diga não ao aborto dos anencéfalos!

Maiores informações sobre Anencefalia, nos posts anteriores deste Blog: http://www.bioetica.blog.br/category/anencefalos


 

Diga Não! Aborto de Fetos Anencéfalos.

Posted on Março 31st, 2010 in Aborto, Anencefalia- aborto |

Religiosos e OAB divergem sobre aborto de fetos anencéfalos. Projetos em tramitação no Congresso tentam permitir a interrupção da gravidez nos casos de feto anencéfalo. O Supremo Tribunal Federal deve se posicionar sobre o assunto nos próximos dias.
http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/146255.html

Representantes do Movimento Brasil Sem Aborto, da Conferência dos Bispos do Brasil (CNBB) e da Federação Espírita Brasileira (FEB) reforçaram, em seminário da Comissão de Legislação Participativa (CLPCriada em 2001, tornou-se um novo mecanismo para a apresentação de propostas de iniciativa popular. Recebe propostas de associações e órgãos de classe, sindicatos e demais entidades organizadas da sociedade civil, exceto partidos políticos. Todas as sugestões apresentadas à comissão são examinadas e, se aprovadas, são transformadas em projetos de lei, que são encaminhados à Mesa Diretora da Câmara e passam a tramitar normalmente.) da Câmara nesta quinta-feira, posição contrária ao aborto para os casos de anencefalia (problema cerebral que incapacita o feto para a vida fora do útero). A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) defendeu o direito de escolha da gestante.

Atualmente, o aborto só é permitido em casos de risco de morte para a gestante e de estupro. Há projetos em tramitação no Congresso que tentam permitir a interrupção da gravidez nos casos de feto anencéfalo, e o Supremo Tribunal Federal (STF) deve se posicionar sobre o assunto nos próximos dias.

O seminário, que pela manhã promoveu debate sobre questões relacionadas à eutanásia e a outros meios de abreviar a vida de pacientes terminais, foi organizado a pedido do deputado Dr. Talmir (PV-SP).

Atividade cerebral:

As entidades religiosas temem que uma mudança na legislação abra caminho para a descriminalização do aborto no Brasil. A ginecologista Elizabeth Cerqueira, da comissão de bioética da CNBB, afirma que a criança anencéfala recém-nascida pode manter atividade cerebral, respiração e movimentos dos olhos por tempo indeterminado.
Ela sustentou que há esperanças de prevenção e cura da anencefalia, devido aos avanços da ciência. Elizabeth Cerqueira disse ainda que não há risco de morte para quem leva a gestação de uma criança anencéfala até o fim.

O representante da Federação Espírita Brasileira, Jaime Lopes, pediu respeito à visão religiosa nas discussões sobre eutanásia e anencefalia. “A posição religiosa é tão importante quanto a científica e a jurídica”, argumentou. Ele também defendeu a aprovação do PL 478/07, que cria o Estatuto do Nascituro.

A presidente do Movimento Brasil Sem Aborto, Lenise Garcia, defendeu o “apoio e o acolhimento” como estratégias para ajudar as gestantes de bebês anencéfalos a levar a gravidez até o fim. “Não se deleta uma vida humana”, disse.