Filhos bonitos e perfeitos- Escolha o seu!
Posted on Setembro 6th, 2010 in Eugenia |

Os que perdem seus atributos físicos não tem vez, estamos de volta à Eugenia.
Durante muito tempo na história da humanidade atribuia-se à mulher a função apenas “procriativa” na perspectiva apenas de gerar filhos para a continuidade da família e principalmente gerar filhos perfeitos, porque do contrário eram eliminados incondicionalmente.
O hábito de eliminar os recém nascidos disformes perdurou durante quase toda a história do povo romano. Foi, no entanto, abolido, ao fim do Império, com certeza por influência do Cristianismo. Ressurgiu, porém, no Império Bizantino, ao tempo do Imperador Maurício. Quando “em apareceram então muitos prodígios, como jamais se tinham visto nem ouvido dizer iguais. Na Trácia, uma mulher teve um filho monstruoso, a quem a própria natureza parece ter feito vítima de expiação. Essa criança não tinha nos olhos nem pálpebras, nem sobrancelhas. O resto do corpo não era melhor formado. Não tinha mãos, nem braços e suas nádegas formavam um aspecto de peixe. Quando o Imperador viu esse monstro ordenou que o matassem, o que se fez pela espada. Nos arredores e vilas próximas à cidade nasceram ainda outros monstros: por exemplo. Uma criança com quatro pés e outra com duas cabeças. Ambas foram estranguladas.
Esse comportamento se manteve por muito tempo. A mesma mentalidade perdurou à época de Hittler e levou-o a querer gerar a raça ariana, uma raça pura e sem defeitos físicos, mentalidade eugenésica e abortista, em que ninguém parece se perguntar sobre a condição da pessoa humana de cada um dos milhares de embriões que são destruídos nos processos.
Uma rede social em que “não se aceitam os feios” e em que recentemente foram expulsos 5.000 membros por terem subido de peso lançou a recente oferta de doadores de óvulos e esperma para a possibilidade de gerar filhos bonitos. Trata-se do site denominado Beautiful People (Gente bonita, N. do T.), que busca “fortalecer as probabilidades de se ter um filho belo”, explica a própria página na internet.
A rede Beautiful People nasceu na Dinamarca em 2002 e agora está presente em 190 países do mundo. Seus integrantes defendem a ideia dos doadores para bebês bonitos como uma “causa nobre”. O diretor do site, Greg Hodge, disse à agência AFP que se trata de “uma oportunidade que damos a todos os casais e mulheres solteiras com problemas de fecundação”. Os aspirantes a pertencer a esta rede são aceitos após enviar uma fotografia e “criar um perfil onde as mulheres serão votadas pelos homens e os homens, pelas mulheres”, explica o diretor.
ZENIT falou com o médico ginecologista Carlos Alberto Gómez Fajardo, especialista em bioética, que assegurou que qualquer mecanismo de fecundação assistida “impõe a obtenção do filho como desejo feito possível pela tecnologia e como direito”.
Hodge qualificou o site que ele dirige como “muito democrático”, porque “reflete que a beleza é algo subjetivo, porque temos de todos os gostos, todas as origens étnicas e culturais”.
A proposta esbarra na “mentalidade eugenésica e abortista”, que “cresce no terreno da ideologia light, em que ninguém parece se perguntar sobre a realidade da condição pessoal humana dos embriões…