Embriões congelados: Julgamento sobre pesquisas com células-tronco embrionárias foi suspenso pelo Supremo Tribunal Federal(STF)

Posted on Março 6th, 2008 in embriões congelados |

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No dia 5 de março de 2008 o ex- Procurador da República, Claudio Fonteles, questionou através de uma ação, a nova Lei de Biossegurança que aprova a pesquisa de células-tronco embrionárias.
Dirigiram-se ao Supremo Tribunal Federal, pessoas portadoras de deficiências, portadores de doenças degenerativas, cientistas, advogados, ONG’s e estudiosos, interessados em discutir sobre a pesquisa com células- tronco retiradas de embriões.

O atual Procurador Geral da República, Antônio Fernando de Souza, defendeu o ponto de vista do seu antecessor Claudio Fonteles, contra as pesquisas em células-tronco embrionárias. Ele afirmou: ” O embrião é biologicamente um indivíduo único e irreptível. Um organismo vivo pertencente à espécie humana, portanto, sustentam os especialistas que esta célula altamente especializada e totipotente, marca um início de cada um de nós como indivíduo único“.

O Advogado Geral da União, José Antônio Toffoli, se equivocou. Ele rebateu os argumentos do Procurador Antônio Fernado e disse que: ” As pesquisas seriam realizadas apenas com embriões congelados ou “inviáveis”, por isto, os embriões não seriam protegidos pela Constituição Federal. Ele afirmou que ” os embriões congelados são inviáveis e não podem virar um ser humano mesmo que ele seja colocado no útero de uma mulher“.
Afirmação incorreta. Em que informação ele está se baseando? Embriões congelados podem viver sim em útero, mesmo após anos de congelamento.
Qual o intuito desta informação? Talvez queira convecer algum leigo em Embriologia e ganhar mais apoio para as pesquisas.

Esta afirmação contradiz às pesquisas científicas. Os embriões congelados, em sua grande maioria, ao serem implatados em um útero, começam a se desenvolver, chegando a fase fetal. Tornam-se grandes, nascem, tornam-se crianças e adultos como nós.

Um Congresso nos Estados Unidos reuniu os pais cujos os filhos já foram um dia embriões congelados. Mostrando que os embriões congelados não são inviáveis. E a afirmação do senhor José Antônio Toffoli está equivocada.

Como dizer que os embriões congelados são inviáveis? Como dizer que o princípio vital não está alí latente esperando concluir a sua finalidade? E as crianças que são implantadas todos os dias no mundo inteiro em úteros e daí começam a desenvolver os órgãos já existentes e formados na fase embrionária?

O vídeo abaixo mostra algumas crianças que não serviram de pesquisas para as células-tronco. Elas eram embriões congelados em laboratórios. Mas um dia, as mamães chegaram. O doutor colocou os embriões em seus respectivos úteros e os filhinhos começaram a crescer. Hoje são crianças perfeitas.

Assista ao vídeo de crianças que já foram embriões congelados e observe a contradição da pesquisadora Mayana Zatz:

Como negar a potencialidade de um conjunto de células tão totipotentes que geram não só tecidos para os pesquisadores, mas que geram um ser humano completo?

Será que a ânsia de se aprovar as pesquisas com células-tronco embrionárias, representa apenas um interesse de ajudar os portadores de deficiências?

A retirada de células-tronco adultas, ou seja, retiradas da medula ou do sangue do cordão umbilical, já aponta para a cura de 73 doenças.
As células-tronco do cordão umbilical tem possibilidade de curar o Alzheimer e o Parkinson. Vamos avançar neste sentido, na pesquisa de células-tronco retiradas de tecido adulto(medula ou cordão umbilical) e não de células-tronco retiradas de embriões sacrificados.

Qual a verdade que se esconde na pesquisa de células-tronco embrionárias? Dizer que os cientistas ainda não sabem controlar as células-tronco embrionárias, no sentido de que ela possa dar um tecido muscular, nervoso ou outro tipo de tecido, seja talvez uma novidade para a maioria da população.
Sim, os cientistas ainda não sabem controlar o potencial dessas células, eles não conseguem determinar que elas produzam o tipo de tecido que eles querem.

Um cientista colhe células-tronco de um embrião no intuito dessas células gerarem um tecido nervoso, por exemplo, mas elas não “obedecem” ao comando dos cientistas, elas geram outro tipo de tecido; mostrando que elas estão alí para outra finalidade. Se estas pesquisas forem aprovadas, como ficarão os embriões depois de usados e jogados fora?

Quanto os grandes laboratórios vão faturar com estas pesquisas???

Porque o foco parece agora apontar para uma situação inversa. Não se discute quando se inicia a Vida, não se discute que para se salvar uma vida( ou não), tem que se sacrificar outra.

Para que matar o embrião se a força latente da Vida nele existe?

Todos nós que escrevemos e lemos este texto um dia já fomos embrião.

Encher o Plenário de pessoas com Deficiências Físicas pareceu aos olhos de muitos um belo apelo comovedor. Mas isto não isenta a todos da responsabilidade na morte dos embriões.

E se lotássemos o Supremo Tribunal Federal de pessoas que um dia já foram embriões congelados? Cada um em sua cadeira. Se pudéssemos auscultar seus corações batendo? Sua alegria em também permanecer vivo. Que bom que ninguém os matou.

Se lotássemos o STF de pessoas que um dia foram embriões congelados, cremos que também poderíamos causar uma grande comoção no Plenário e ficaríamos em dúvida se realmente vale a pena matar os embriões na tentativa de curar ou não algumas doenças.

Ora, um dia eles todos já foram considerados “inviáveis” por um grupo de pessoas. Mas tiveram sua chance de serem implantados em um útero e de se desenvolver. Viraram gente grande. E com Cérebro!!!

Se a desculpa hoje é matar os embriões porque eles não possuem cérebro, então todos as pessoas que foram um dia embriões congelados, não deveriam possuir cérebro. O cérebro se forma na fase embrionária. E quando se passa da fase de embrião para a fase de feto, o cérebro começa a se desenvolver. Na fase fetal começam a crescer, a se desenvolver o que já existia anteriormente na fase de embrião.

Vocês sabiam que os embriões congelados em um período de 6, 7 e até 8 anos foram totalmente viáveis?
Eles foram colocados no útero de mulheres e se tornaram Gente como nós!

Não só o Congresso nos Estados Unidos contou com crianças que já foram embriões congelados, como mostra o vídeo acima. Mas, aqui no Brasil temos um caso muito interessante e que comprova a realidade de que os embriões são seres vivos.

O paulista Vinicius Dorte, veio de um embrião congelado a oito anos e que hoje seria candidato à destruição pela Lei de Biossegurança:
www.defesadavida.com.br

Aos seis meses de idade, Vinícius é um bebê que adora papinha de mamão, já tenta sair sozinho do carrinho e dá sonoras gargalhadas durante o banho. O menino foi gerado a partir de um embrião congelado durante oito anos, um recorde no país. Pelos critérios da Lei de Biossegurança, seria um embrião indicado para pesquisas com células-tronco embrionárias.
A lei, aprovada em 2005, enfrenta uma ação de inconstitucionalidade movida pelo ex-procurador-geral da República, o católico Claudio Fontelles. Ele acha que destruir embriões de cinco dias para a extração de células para pesquisa viola a Constituição, que garante o direito à vida. O julgamento da ação no Supremo Tribunal Federal foi interrompido na última quarta-feira por um pedido de vista do ministro Carlos Alberto Menezes Direito.
Vinícius nasceu após quase 20 anos de tentativas de gravidez do casal Maria Roseli, 42, e Luiz Henrique Dorte, 41, de Mirassol (SP), que incluíram quatro fertilizações in vitro (FIV) e três abortos de gêmeos no terceiro mês de gestação. A mulher tinha endometriose e o marido, má qualidade dos espermatozóides, fatores que impediam uma gravidez natural.
Na última FIV, feita em 1999, Maria Roseli produziu nove embriões. Transferiu quatro para o útero, mas não engravidou. O casal decidiu então congelar os cinco embriões restantes. “Resolvemos dar um tempo. Não suportaria a dor de mais um aborto”, relata a mãe.
Naquele mesmo ano, adotaram Paulo Henrique, à época com um ano e seis meses. “Era um menino frágil, cheio de problemas de saúde. Ficamos tão envolvidos com ele que nem percebemos o tempo passar.”
Em 2006, o casal recebeu um telefonema da clínica de reprodução em Ribeirão Preto, onde haviam feito o tratamento, questionando sobre o destino que pretendiam dar aos cinco embriões. “Resolvemos transferir, mas sem muita esperança de dar certo”, conta Luiz Dorte.
Em três ocasiões, a transferência dos embriões congelados para o útero teve de ser adiada porque o endométrio de Maria Roseli não atingia a espessura mínima. Em fevereiro de 2007, os embriões foram, enfim, descongelados. Três sobreviveram e foram transferidos ao útero de Maria Roseli. Um se fixou. “Nem comemorei muito porque tinha o fantasma dos abortos aos três meses que ficava me rondando”, diz ela.
Com 28 semanas de gestação, ela sofreu uma hemorragia provocada pelo rompimento de duas veias na placenta e o parto teve de ser induzido para preservar a vida da mãe. Vinícius nasceu com 1,2 kg medindo 36 cm e, dez dias depois, chegou a pesar 840 gramas.
Foram necessários 22 dias de UTI neonatal e mais um mês de internação hospitalar para que o menino atingisse 1,8 kg e tivesse alta da maternidade. “Meu filho venceu oito anos de congelamento e a prematuridade. Imagine se eu tivesse desistido dele e doado o embrião para pesquisa? Acredito sim que há vida [nos embriões], o Vinícius é a prova disso”, diz Maria Roseli, católica praticante. Ela afirma ser favorável às pesquisas com células-tronco embrionárias, mas “não teria coragem” de doar seus embriões para esse fim.
O ginecologista José Gonçalves Franco Júnior, detentor do maior banco de criopreservação do país, onde os embriões de Maria Roseli ficaram, também aposta na viabilidade dos congelados.

Sua clínica já obteve 402 nascimentos de bebês a partir de embriões criopreservados, a maioria acima de três anos de congelamento.
“É uma loucura falarem que embrião congelado há mais de três anos é inviável. E isso não tem nada a ver com religião. A viabilidade é um fato e ponto. Os maiores centros de reprodução na Europa defendem o congelamento de embriões como forma de evitar a gravidez múltipla”, afirma o médico.

Maria Roseli, mãe de Vinícios, mesmo sendo portadora de endometriose, condição que dificulta a gestação, foi mãe de um embrião congelado. O embrião enfrentou o congelamento por oitos anos e ainda uma condição atípica no útero materno, mas era totalmente viável. Vínicius nasceu, hoje ele tem 6 meses.

Como dizer que no embrião não há vida???

Como dizer que eles não podem se tornar gente?

E o que eles são afinal?

Que o Brasil não contribua com tamanha barbárie, matando os embriões. É a vida que se inicia. É a vida que pulsa.

Será que estas células-tronco embrionárias vão realmente curar o Alzheimer, as doenças degenerativas, alguns cânceres? Que as cure todas. Mas não à custa da morte prematura dos embriões.

Não precisamos matar embriões, as células-tronco retiradas de tecido adulto, já estão desempenhando o seu papel. Já apontam para a cura de 73 doenças.

Falando de uma pesquisa científica semelhante temos a Clonagem. A ovelhinha Dolly sabe o quanto sofreu, o quanto penou pelo “avanço” da ciência em clonar animais. A ovelha Dolly foi clonada. Mas para se chegar até ela houve muito estrago. Foram necessárias 277 tentativas, ou seja, 277 embriões foram criados, manipulados e descartados. A Dolly nasceu doentinha, fraquinha, com complicações pulmonares. O seu sistema imunológico era muito deficiente. A Dolly sofreu muito para sobreviver, para se manter viva. E acabou morrendo antes da hora, seu corpo frágil clonado não aguentou. Tudo isto em nome da Ciência.

Agora querem matar não mais embrões de animais, mas embriões de gente, embriões humanos. Embriões que hoje podem estar congelados, mas se forem colocados num útero, se tornarão um lindo bebê.

O desenvolvimento do ser é contínuo, não há interrupções de fases. A fase da fecundação, fase do zigoto ou célula-ovo, fase da mórula, fase da blástula, são fases de formação de um embrião, que se tornará feto, que se tornará uma criança, um adulto, um idoso. A vida segue o seu ritmo. É um continuum do mesmo ser que recebeu metade da carga genética da mãe e metade do pai. As cargas genéticas se juntaram no zigoto e começaram a ser repassadas a outras células num processo de clivagem.
Na fase de embrião, o novo ser humano já possui todos os órgãos e sistemas. Quando passa para a fase fetal estes órgãos vão crescer, aumentar de tamanho e os sistemas começam a se diferenciar( sistema digestivo, sistema nervoso, sistema cardiovascular…) Então como dizer que alí não há Vida em Potencial?

O cientista Jerôme Lejeune, professor da Universidade René Descartes- descobridor da Síndrome de Down, assinala: “Não quero repetir o óbvio, mas, na verdade, a vida começa na fecundação. Quando os 23 cromossomos masculinos se encontram com os 23 cromossomos da mulher, todos os dados genéticos que definem o novo ser humano estão presentes. A fecundação é o marco inicial da vida. Daí pra frente, qualquer método artificial para destruí-la é um assassinato”.

Quanta atrocidade, quanta barbárie. Quanta falta de respeito à Vida e ao Ser Humano. O que estamos fazendo? Onde está a Ética da Nação? Onde está a Ética dos políticos e dos cientistas?

Que os políticos bem intencionados não cedam às pressões de um pequeno grupo que se diz a favor da Ciência, a favor de salvar vidas, mas também, a favor da morte e do mercantilismo! O que está por trás dessas pesquisas com embriões? Quanto dinheiro movimenta este Frisson para se assumir publicamente que um embrião congelado não pode ser implantado num útero e se desenvolver?
Como se sutentam as clínicas de Fertilização in vitro no mundo todo? Elas guardam os embriões congelados, para no futuro serem implantados no útero materno.

O estudo com células-tronco deve avançar, mas não com células-tronco embrionárias. As células-tronco podem ser obtidas de outras fontes como do cordão umbilical, por exemplo. Pesquisar as células-tronco não retiradas de um embrião, mas retirada de um tecido adulto é um meio louvável e que deve prosseguir. As pesquisas devem avançar e tomara que o resultado chegue rápido para àqueles que esperam. Mas, os embriões estão vivos, não são inviáveis, eles são totalmente viáveis, eles podem crescer e ser tornar uma criança perfeita. Ninguém iria retirar células de um tecido morto.

Os embriões estão vivos e esperando. Esperam sobreviver. Esperam uma mãe, esperam um lar, esperam alguém que acredite neles, para que eles possam se desenvolver com toda potencialidade que possuem.

Os embriões da galinha são galinhas. Os embriões do rato são ratos. Mas os embriões do ser humano não são seres humanos? Porque? Onde está a lógica? Se todos os seus órgãos se formam, se estruturam.
Eles tem cabeça, tem um coração batendo, tem células, tem DNA, tem processos bioquímicos comandando as divisões celulares. Seu pé, sua unha, sua coluna, seu cérebro, seu coração; tudo está em formação!!! Como caracterizar este Ser? Filho de chocadeira, ET, girino?!?
Não! São Seres Humanos! O código genético já está gravado no DNA das suas células. Eles têm metade dos gens que herdaram da mãe e metade do pai.

Os embriões são seres humanos sim, em vias de formação. Todos nós o fomos.
Não podemos decidir sobre a Vida de forma unilateral. Se Ela existe, deve ser respeitada em todos os estágios. Embrionária, adulta ou terminal. E mais ainda, naqueles que são hoje embriões, estão indefesos. Quem os defenderá? Que Lei? A Lei da Consciência? De quantas consciências precisamos para mantê-los vivos? Enquanto isto, os embriões tem uma perspectiva, a perspectiva de nascer, de ter uma vida digna, de lutar e de estudar também, para quem sabe um dia fazer da Ciência um instrumento de avanço, não só tecnológico, mas essencialmente moral.
Uma Ciência de bases éticas; uma Ciência que respeite a Vida em todos os estágios de desenvolvimento, uma Ciência que não se comprometa em matar um ser vivo em detrimento de outro.

Retirar o foco da questão, encobrindo o fator primordial de que o Embrião é um ser vivo e que está só esperando a oportunidade de desabrochar; parece ser mais fácil para se conquistar votos a favor dessas pesquisas.

Depois dos debates no STF, o relator do processo, Ministro Ayres Brito, apresentou o seu parecer. Ele disse que a pesquisa com células-tronco embrionárias é a mais importante pesquisa da Suprema Corte.
E continuou com um comentário lamentável. Ele considera que o embrião ainda não é vida humana. E continuou: “… O embrião alí referido não é jamais, uma vida a caminho de outra vida viginalmente nova. Numa palavra, não há cérebro! Não há cérebro! Nem concluido e nem em formação. Pessoa humana, por consequência, não existe, nem mesmo como potencialidade”…

Como pessoa humana não existe, nem mesmo em potencialidade??? Outro grande equívoco! Erro grave! Querem inverter os fundamentos da Embriogênese? Como alí não há Vida? Estão contrariando a Biologia. É justamente na fase de embrião que o novo ser possui todos os órgãos, inclusive o cérebro, o sistema nervoso e todos os sistemas em formação, para então passar à fase fetal e começar a desenvolvê-los. Logo, o embrião não é desprovido de estrutura cerebral. O embrião é um ser vivo!

Não entendemos, sinceramente, nao entendemos o porquê da dificuldade de se compreender quando se inicia a Vida. Parece que todos se esqueceram das fases da embriogênese? Ou estão fazendo isto propositalmente?

O período da Embriogênese é tão claro para nós, que chegamos a lembrar de quando cursávamos o nosso antigo ginásio, hoje tido como ensino médio. O professor de Biologia nos explicava de forma detalhada e clara de como se iniciava a vida. No momento da fecundação, quando o espermatozóide penetra no óvulo, alí começa a Vida, começa então a história de um novo ser humano. Eu, você, todos nós tivemos o mesmo inicio.

Para isto precisamos explicar as fases da Embriogênese, passo a passo, de forma resumida para que todos nós possamos entender que esta pesquisa vai causar a morte de vários seres. Se ela for aprovada.

Da 1ª a 8ª semana após a fecundação, ocorre a Fase Embrionária(por volta de dois meses de gestação- fase de formação do embrião). Da 9ª semana de gestação até o nascimento, o embrião passa a ser feto, na chamada Fase Fetal.

O processo de formação e de desenvolvimento do embrião chama-se Embriogênese. A embriogênese ocorre em etapas, quando em um ato sexual, o espermatozóide(gameta masculino) penetra no óvulo(gameta feminino). Neste momento, quando o óvulo foi penetrado pelo espermatozóide, temos a formação do Zigoto ou Ovo ou Célula-Ovo. Um conjunto de células que guarda todas as informações genéticas de como o indivíduo vai ser, pois ele recebeu metade da carga genética da mãe e metade do pai.

O zigoto ou ovo é uma célula que apresenta todas as estruturas necessárias para a formação de um embrião. O zigoto passa por uma série de ciclos celulares e começa a sofrer várias divisões mitóticas chamadas de clivagem, ou seja, o zigoto começa a produzir uma série de células idênticas a ele com a mesma carga genética do zigoto. A medida que as mitoses vão ocorrendo, grupos de células se especializam para o desempenho das variadas funções que o corpo deverá realizar. Formam-se então os tecidos, no processo denominado histogênese; e os órgãos no processo de organogênese. O zigoto já se comunica com a mãe, utilizando as suas proteínas para se desenvolver.

Em seguida o zigoto atinge a fase da Mórula, que representaum grupo de células agregadas em consequência das sucessivas clivagens(divisões) sofrida pelo zigoto. A mórula representa o 1º estágio de desenvolvimento do embrião. Após fertilizado, o embrião divide-se e tem um aumento rápido no número de células. Essa bola de células formada chama-se mórula (4º dia do desenvolvimento). À medida que as células se multiplicam, elas também diminuem de tamanho, compactando-se; complementa esse processo um fenômeno de formação de cavidades que contêm líquido - esse novo aglomerado é conhecido como blastocisto (5º dia).

A blastocisto é o segundo estado de desenvolvimento do embrião dos animais, com mais de 64 células e uma cavidade central chamada blastocélio. É nesta fase que ocorre a nidação, ou seja, quando a blástula vai se fixar no útero materno. Desde a primeira divisão do Ovo ou Zigoto, ocorre um conjunto de processos que culminam com a maturidade do organismo- Ontogênese- onde os sistemas(conjunto de órgãos) estão formados e funcionais.

Nessa fase o embrião apresenta um comprimento de 1,5 mm. Apresenta desenvolvimento do sistema nervoso, o coração começa a pulsar. São formados os primórdios dos olhos e dos ouvidos.

O embrião já passa para 4 mm no final da quarta semana.

Mas reparem que algumas pessoas insistem em dizer que este Novo Ser não está vivo. Ainda não é um ser humano, e que ele pode ser morto…

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Livro “Embriologia Clínica-”de Moore, K. L & Persaud T.V.N. Pag. 3-Guanabara Koogan- 1994

Ao final da 5ª semana, o embrião desenvolve as fossetas ópticas e nasais, há a formação de uma boca primitiva, desenvolvimento das placas das mãos e dos pés. O embrião chega a medir 8mm na 5ª semana e 13mm na 6ª semana.

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Livro “Embriologia Clínica-”de Moore, K. L & Persaud T.V.N. Pag. 3-Guanabara Koogan- 1994.
No início da 7ª semana de gestação o embrião apresenta comprimento de 16 mm, apresentand0 um começo das pálpebras, início da diferensiação sexual, ocorre alongamento e endireitamento do tronco e após apresentar todos os primórdios das estruturas essenciais externas e internas estão presentes e no final da 8ª semana o embrião apresenta 30mm de comprimento.

embrio5.jpg Livro “Embriologia Clínica-”de Moore, K. L & Persaud T.V.N. Pag. 4-Guanabara Koogan- 1994.

O período embrionário termina na 8ª semana de gestação. Ressaltamos que nesta fase embrionária, todas as estruturas essenciais já estão presentes.

Como observamos, o embrião cresce, se desenvolve e é um novo ser humano. Congelar esses embriões com quatro, cinco, seis dias de vida ou mais, representa uma crueldade. O embrião está se formando desde o primeiro minuto após a fecundação.

Tomara que Deus oriente os nossos governantes. Que haja um senso ético, que haja respeito à vida. Que eles não sejam guiados por pequenos grupos e que não cedam às pressões. Cremos que está claro que o embrião é Vida, está se formando, crescendo. E mesmo os congelados e que passaram até oito anos congelados, ao serem implantados em um útero, recomeçam a se desenvolver e passam a fase de feto, nascem, crescem e se tornam iguais a nós.
Aguardamos ansiosos pela decisão do STF. Esperamos que Deus oriente os políticos e os cientistas e que eles possam repensar suas escolhas. Que a ética e a vida sejam de fato respeitadas. E que possamos perguntar a nós mesmos:
_Será que estamos agindo eticamente e de acordo com as Leis Divinas matando os embriões?