Aborto é Crime.
Posted on Setembro 4th, 2007 in Bioética |
Foi lançado em São Paulo um Comitê Pró-Legalização do Aborto liderado por feministas.
Mais de 70 mil mulheres morrem todos os anos pela prática clandestina do aborto. Desde 1940, o Código Penal Brasileiro determina que, salvo em casos de risco de vida e estupro, a mulher que aborta pode ser condenada a até três anos de prisão. Em 1999, o Ministério da Saúde regulamentou o atendimento nos dois casos de aborto previstos na lei e, em 2005, uma norma federal estabeleceu procedimentos para o atendimento dos casos de abortos praticados de forma clandestina que chegam aos hospitais.
Organizações feministas lançaram um comitê contra a criminalização do aborto e em defesa da legalização da prática. Isto porque alegam que 250 mil mulheres sofrem por ano com infecções e hemorragias, em decorrência de abortos mal feitos. No Brasil, a prática já é a quarta causa de mortalidade materna. Diante deste quadro, dezenas de organizações feministas escolheram o Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher, comemorado no dia 28 de agosto, para lançar em São Paulo o Comitê de Luta Pela Legalização do Aborto.
As feministas afirmaram que o aborto deve ser tratado como uma questão de saúde pública e explicaram que, na sua avaliação, quem sofre as piores conseqüências da atual legislação são as mulheres pobres.
Infelizmente, hoje há um número cada vez maior de jovens fazendo abortos clandestinos, jovens que estão morrendo por isso. O aborto passa a ser uma questão de Saúde Pública.
Mas antes de nos manifestarmos a favor desta prática hedionda, precisamos refletir, na questão do Ser que está se formando.
Se a vida inicia-se no momento da Fecundação, ou seja, quando há a penetração no espermatozóide no óvulo, a interrupção deste ciclo de reações bioquímicas em casacata, chamado de desenvolvimento embrionário, já é considerado crime.
Alguns países, como Turquia, Holanda e Estados Unidos, legalizaram o aborto.
Falando do ponto de vista científico, a Ciência Espírita, tem muito a nos ensinar, pois afirma que para todo o corpo em formação, há um espírito ligado a ele.
Se todas as mamães ou futuras mamães soubessem que antes de engravidarem, há um planejamento reencarnatório para este espírito, elas jamais abortariam. Este espírito vai habitar por um tempo determinado por Deus, o corpo que está em formação no seu útero. Sem pretensas opiniões religiosas, até porque a Doutrina Espírita não é uma religião, mas uma Ciência de repercussões morais, tudo o que acontece conosco, tem uma razão de ser, nada acontece por acaso.
Mesmo se uma mulher for estuprada por um marginal ou se tiver uma gravidez indesejada para àquele momento; mesmo ela sabendo ser “dona” do seu corpo, o aborto, mesmo assim, deverá ser evitado. Se àquele espírito veio por seu intermédio, é porque têm uma ligação espiritual muito forte. E não importa o meio, a fonte, a maneira feliz ou traumática. É a vida que se inicia e só Deus têm o Direito de interrompê-la.
Quem sabe esta criança será um grande amigo e companheiro nas últimas horas da sua existência, aonde ninguém mais lhes restar?
O aborto é uma atitude egoísta. É quando você pensa mais em sí mesma, do que na grande oportunidade que você está desperdiçando, a oportunidade de Ser Mãe.
Viver não é só respirar, usufruir das oportunidades de todos os dias, mantendo as atividades bioquímicas e fisiológicas. Viver é compreender-se co-autor e irmão de todos os seres e formas de vida do Globo. É respeitar o casulo, por saber que dentro em breve sairá de lá uma linda borboleta.
As mulheres que decidem fazer o aborto, assim como, as feministas do Comitê Pró-Aborto, defendem a idéia de que sendo as mulheres “donas” de seu corpo, elas têm o poder de veto sobre o embrião, o direito de interferir no novo ser em formação, matando-o. E isto elas chamam de Cidadania.
Mas qual é a Cidadania reclamada por estes seres em formação, que nem voz articulada ainda possuem, para o seu grito de protesto contra esta agressão desleal?
Os embriões já possuem Cidadania, sim. São entidades jurídicas. Há que se ter respeito. Há que se lutar pelos seus direitos.
Diga não ao aborto!
Aborto é crime!